O governador do Estado, Pedro Paulo Dias de Carvalho, reuniu na tarde desta quinta-feira, 24, no Palácio do Setentrião, com a sua assessoria técnica e com representantes da empresa Amcel para discutir investimentos econômicos imediatos no Amapá. Essa é a primeira de uma série de encontros previstos, onde a pauta será os interesses da população local. Neste primeiro momento, a reunião serviu para que os acionistas da Amcel apresentassem à equipe de governo o planejamento da empresa e a planilha de investimentos em curto prazo.
A Amcel é composta atualmente pelas companhias japonesas Marubeni e Nippon Paper, que anunciaram a compra no dia 28 de novembro de 2006. A negociação girou em torno de US$ 50 milhões, divididos igualitariamente entre as compradoras. A Amcel desenvolve pesquisas para ampliar a produção e a qualidade do eucalipto produzido atualmente. Esse trabalho possibilitaria a construção de uma fábrica de celulose no Estado no valor de US$ 1,5 bilhão até 2023. “Apenas com o aumento na produtividade e área plantada seria possível abastecer a fábrica com matéria-prima necessária para o funcionamento”, explicou o diretor-presidente da Amcel, Takuya Kuwahara.
Os técnicos do governo lembraram que há mais de 30 anos a Amcel exporta matéria-prima bruta do Amapá para o mercado europeu e norte-americano, mas que o retorno financeiro ao Estado nunca veio na mesma proporção das explorações. O governador disse ao diretor Takuya Kuwahara que a população do Amapá tem pressa.
“Nós, governantes, somos cobrados a cada quatro anos. Por isso, não temos mais interesses em sermos apenas um Estado importador de matéria-prima. Nós precisamos de fábricas que proporcionem ao povo do Amapá mais do que foi ofertado até hoje”, ponderou o governador.
Pedro Paulo disse que a intenção do Governo não é prejudicar a empresa, mas é importante que os benefícios estejam em uma via de mão dupla. O Amapá tem todo o interesse de obter investimentos, dispõe de inúmeros mecanismos de orientação e leis que beneficiam os empresários: manual do investidor e zona franca verde, por exemplo. “Nós precisamos avançar. E esse será um importante canal de diálogo em busca do bem dos amapaenses”, afirmou Pedro Paulo.
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