O governador Pedro Paulo Dias de Carvalho confirmou na tarde desta quinta-feira, 24, no saguão do Aeroporto Internacional de Macapá, que o Grupo Salim, da Indonésia, vai investir no Estado US$ 1,3 bilhão para a exploração de dendê, pelos próximos quatro anos. A empresa assumiu o compromisso de iniciar os trabalhos em setembro, injetando na economia local US$ 400 milhões. Este é considerado o maior programa de investimento já realizado no Amapá entre governo e um grupo estrangeiro.
O acordo foi assinado durante o encontro do governador com os diretores do Grupo, na Indonésia, no início da semana. “Tenho sempre na mente que é preciso melhorar cada vez mais a qualidade de vida, a partir da geração de emprego e renda, um dos pilares do nosso Plano de Prioridade de Desenvolvimento Humano (PPDH). Para tanto, necessitamos buscar esses investidores para que passem a injetar recursos no nosso Estado”, ressaltou.
Antes mesmo da assinatura do acordo, o grupo já teria instalado no Estado a empresa Rio Grande. Com o acordo confirmado, as atividades para o plantio de palma (palmeira de dendê) começam em setembro. Nesta primeira etapa, os investidores aplicarão cerca US$ 400 milhões.
As áreas de plantação de palma se espalham por quatro municípios: Ferreira Gomes, Tartarugalzinho, Amapá e uma parte de Porto Grande, somando 200 mil hectares. O setor industrial ficará em Santana.
O governador estima a criação de 16 mil empregos com a instalação da empresa no Amapá. Todo o processo de investimento terá o acompanhamento da equipe de Governo. Pedro Paulo afirmou que a chegada do Grupo Salim é o primeiro passo para a entrada de outros investidores no Estado.
“Hoje nós temos o Grupo Salim, mas queremos mais. E vamos usar todos os mecanismos que favoreçam a instalação de outras empresas no Estado. O Amapá tem o manual de investidores e esse documento proporciona vantagens para aqueles que quiserem investir em nosso Estado”, salientou Pedro Paulo.
A intenção do Governo é encontrar interessados em explorar outras áreas como mineração, pesca e turismo. A finalidade é tornar o Amapá um Estado atrativo para os grandes empreendimentos de dentro e de fora do Brasil.
“Precisamos dar visibilidade para o Amapá. Tem muitos brasileiros que não conhecem o nosso Estado. Eles precisam saber que o Amapá está no meio do mundo, de esquina com o rio Amazonas, a poucos minutos de Caiena, a 4h de Miami e a 8h de Paris. Só assim as pessoas terão a oportunidade de ver o Amapá de forma diferente”, disse o governador.
Concorrência
Para fechar com o Grupo Salim, o Amapá deixou para traz o Pará, Maranhão, Amazonas, Piauí e Rio Grande do Norte, que mostraram interesse em levar os investimentos dos empresários para os seus estados. O governo maranhense chegou a oferecer 400 mil hectares de terra sem custo nenhum.
A posição geográfica do Amapá foi o diferencial em relação aos concorrentes. A proximidade com os Estados Unidos e a Europa pesou a favor. O Grupo Salim, considerado um dos maiores do mundo, tem interesse em chegar aos mercados das Américas Latina e Central, Estados Unidos e Europa. Além do dendê, a empresa pode trabalhar na produção de biodiesel, margarina, óleo de cozinha, graxas, óleos finos para cosméticos e fármacos, sabão, dentro outros.
Assessor de Comunicação
Secretaria de Estado da Comunicação